Prefeito de Patrocínio Paulista é alvo de investigação do MP Prefeito de Patrocínio Paulista é alvo de investigação do MP
O prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos (PSDB), está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual por suspeita de recebimento irregular de recursos públicos... Prefeito de Patrocínio Paulista é alvo de investigação do MP

O prefeito de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos (PSDB), está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual por suspeita de recebimento irregular de recursos públicos pagos pela Santa Casa da cidade. A investigação foi aberta no ano passado, depois que a atual direção do hospital apresentou denúncia ao Ministério Público ao constatar irregularidades na contabilidade da instituição. Barcellos nega qualquer irregularidade em seus recebimentos e atribui as denúncias a manobras políticas.

José Barcellos é médico e prestou serviços à Santa Casa de 1984 a dezembro de 2017. As irregularidades teriam acontecido em 2016 e 2017. Barcellos foi eleito prefeito nas eleições municipais de 2016 e assumiu o comando da cidade em janeiro do ano seguinte. Entre as acusações investigadas, está o recebimento em duplicidade.

Segundo a gerente administrativa da Santa Casa, Nathalia Durval Maxta, em 2016, o atual prefeito teria recebido por plantões à distância como cirurgião geral e ginecologista ao mesmo tempo. “Ele estava de plantão nas duas especialidades, acumulava as duas funções e recebia pelas duas, mas não encontramos nenhum contrato assinado com a Santa Casa desta prestação de serviços”. Para piorar, durante seus plantões, mesmo já recebendo como plantonista, o médico ainda teria emitido guias de cobranças por procedimentos, o que caracterizaria a duplicidade. Por especialidade no plantão, o médico receberia por mês cerca de R$ 12 mil.

Além disso, Barcellos também cobrava do SUS a realização de exames de ultrassonografia, endoscopia, colonoscopia e outros também feitos durante seus plantões. “Constatamos que em alguns meses foi pago a ele um valor superior até ao que a Santa Casa recebe do governo para os procedimentos”, disse a gerente.

Outra irregularidade seria em relação aos repasses de recursos municipais e a destinação dos mesmos. Por contrato, a Santa Casa, em 2016, teria de receber da prefeitura por serviços médicos especializados o equivalente a R$ 990 mil. Mas até 31 de dezembro, haviam sido repassados apenas R$ 196 mil. O restante foi incluído para o orçamento do ano seguinte. Em 2017, Barcellos assumiu a Prefeitura e liberou os recursos restantes, cuja a maior parte foi destinada para o pagamento de seus próprios honorários médicos. “Do total, ele recebeu sozinho o equivalente  R$ 495 mil, 75% pagos quando ele já era prefeito”, disse o advogado da Santa Casa, Lucas de Araujo.

Em 2017, mesmo já empossado, Barcellos continuou atuando como médico até ser demitido em dezembro. Para a promotora do caso, Rosana Piola, a prática seria irregular. “O cargo de prefeito, exige dedicação exclusiva. Ele, uma vez empossado, não poderia continuar atuando como médico na Santa Casa”, disse.
Outra acusação diz respeito à eleição de 2016. Segundo as denúncias, Barcellos, ao apresentar sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, teria omitido a existência da empresa JM Barcellos Eireli, pela qual recebia seus vencimentos na Santa Casa.
Segundo a promotora de Justiça, ainda é cedo para um posicionamento definitivo do Ministério Público. “Ainda estamos investigando. Estamos ouvindo testemunhas e colhendo documentos e provas. Não temos prazo para a conclusão
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