Aline Garcia Buck, vítima do ex-namorado, fala sobre agressões sofridas na última sexta-feira

 

“Sei que só não me matou ali na hora, porque minha amiga e seu irmão chegaram e aí ele teve de me soltar. Depois disso, não sei se posso morrer daqui cinco minutos, caso saia na rua. Estou com medo.” Foi dessa forma que mais uma vítima de violência doméstica definiu como está se sentindo desde a tarde da última sexta-feira, quando foi covardemente agredida pelo ex-namorado. Ele fugiu.
Aline Garcia Buck, 41, estava na casa de uma amiga, na Vila Rezende, aguardando a chegada de um comprador de móveis usados, que lhe pagaria por um sofá. Ela foi até a garagem da residência e estava mostrando uma cadeira de bebê para carro ao comerciante, quando sentiu os primeiros golpes em seu corpo. Era seu ex-namorado, de quem havia tentado se separar há uma semana e com quem manteve um relacionamento por sete meses. “Morávamos juntos há dois meses e dei a ele o prazo de sair da casa até sexta-feira, porque não o queria mais”, disse ela, em entrevista gravada à rádio Difusora.
Ela não teve chance nas mãos do homem de 30 anos. Além de desferir socos em seu rosto, provocando até uma fratura em seu nariz, o agressor causou vários hematomas na cabeça e corpo da vítima. A violência empregada foi tamanha que Aline machucou as costelas e ficou completamente ensanguentada.
Segundo a amiga da vítima, a atitude do agressor foi totalmente inesperada. “Ele machucou muito a Aline e, depois, ainda ficou mandando mensagens ameaçadoras, dizendo que agora conheceríamos quem é ele de verdade. Também já entrou em contato com uma filha dela, com o genro, e amigos.”
A PM foi acionada e levou a vítima até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde o caso foi registrado. Ela também conseguiu medida protetiva e passou por atendimento médico. Agora, está escondida e teme pela própria vida. “Minha vida acabou. Nunca imaginei que passaria por algo assim”, disse. Enquanto isso, o acusado, Alex Silva Oliveira, está solto.
Alarmante
A agressão sofrida por Aline se repetiu de forma semelhante com outras 251 mulheres de Franca de janeiro até 15 de agosto, segundo dados da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Por dia, pelo menos uma mulher é agredida em Franca.
Quando se trata de outras formas de violência doméstica, além da lesão corporal, como ameaça, calúnia, injúria, difamação e injúria, esse número até o dia 15 deste mês foi ainda maior: 842 casos, o que representa uma média de quatro mulheres vítimas por dia.
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