A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa foi iniciada nesta semana no estado de São Paulo. Até o dia 30 de novembro deverão ser vacinados 4,6 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) com idade de zero a 24 meses, sendo que é proibida a vacinação de outras espécies animais.

Este ano, o Estado adotou uma nova estratégia de imunização contra a doença, para uniformizar o sistema com o calendário dos demais estados da Federação, com vistas à retirada da vacinação em 2021. O calendário ficou definido com a primeira etapa sendo realizada no mês de maio com a vacinação de todos os bovídeos independente da idade e a segunda etapa sendo realizada no mês de novembro com a vacinação de bovídeos de zero a 24 meses de idade.

O ajuste foi realizado a partir de solicitação da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), considerando o pleito do setor produtivo e consolidado pela publicação da Resolução SAA – 55 em 1º de novembro de 2017.

“O índice estadual da vacinação na primeira etapa da campanha, que foi excepcionalmente prorrogada até 15 de junho em função da paralização dos caminhoneiros,foi de 99,41% do rebanho bovídeo paulista de 10,8 milhões de cabeças. A expectativa é que 100 por cento dos bovídeos com até 24 meses sejam vacinados em novembro”, disse Fernando Gomes Buchala, coordenador da Defesa Agropecuária.

Como vacinar

A primeira providência é adquirir as vacinas em estabelecimentos cadastrados junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária, pois todo o estoque de vacina disponível para comércio durante a etapa da campanha no Estado é cadastrado pela revenda no sistema informatizado Gedave. No momento da compra, o volume adquirido é transferido para o estoque da propriedade, o que facilita a declaração da vacinação pelo criador. A legislação proíbe o uso de vacinas adquiridas em etapas de vacinações anteriores.

É importante que vacina seja mantida na temperatura entre 2 e 8 graus Celsius e nunca pode ser congelada. Tanto no transporte como no armazenamento deve ser usada uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo, para que a vacina não perca sua eficácia.

A vacinação deve ser realizada no horário mais fresco do dia e os animais devem ser classificados por idade (era) e sexo, para evitar acidentes.

Usar sempre seringas e agulhas novas e higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro). O local da aplicação é no terço médio do pescoço (tábua do pescoço). Independente da idade, a dose é de 5 mL de vacina. As agulhas devem ser substituídas com frequência (a cada 10 animais), para evitar infecções e os frascos devem ser mantidos resfriados durante a operação.

A vacinação deve ser feita dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, de 1º a 30 de novembro, e o criador tem até o dia 7 de dezembro para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária diretamente no sistema Gedave. É preciso declarar todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suideos (suínos, javalis e javaporco), ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).

A vacinação é obrigatória. Deixar de vacinar e de comunicar a vacinação sujeita o criador a multas de 5 Ufesps (128,50 reais) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (77,10 reais) por cabeça por deixar de comunicar. O valor de cada Ufesp – Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é 25,70 reais.

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