O ajudante de entregas Fabrício Miqueline, de 28 anos, procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência após a morte do filho, de 3 dias, em Franca.

Segundo Miqueline, o filho nasceu quando a esposa dele estava no sétimo mês de gestação. A família acusa um médico da Unidade Básica de Saúde da Vila São Sebastião de negligência. “A gente estava sempre pedindo exame de ultrassom e o médico ficava prometendo que no próximo mês iria fazer. Só no 4º mês de gestação que a minha esposa conseguiu a primeira consulta”, disse o ajudante em entrevista à reportagem da Rádio Hertz.

                      Fabrício Miqueline mostra o atestado de óbito do filho/Foto: Cássio Freires

Ainda segundo Miqueline, depois de muito tempo, foi marcado o ultrassom para o mês de janeiro e na sequência antecipado para o dia 3 de dezembro. “A pressão dela estava subindo muito. Depois que minha esposa fez o exame de ultrassom já encaminharam ela para a Santa Casa. Fomos informados que o bebê não estava recebendo oxigênio e nutrientes, e que a chance do bebê sobreviver era de 50%.”, explicou.

Segundo o atestado de óbito, a causa da morte foi prematuridade extrema e hemorragia pulmonar. “Em relação a Santa Casa, não posso reclamar. Lá meu filho foi bem atendido e cuidado. O problema foi que o médico da UBS  demorou pedir o ultrassom”, afirmou Fabrício.

Além de denunciar o caso à polícia, a família também irá fazer reclamações sobre o procedimento do médico no CRM (Conselho Regional de Medicina).

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde afirmou que lamenta o ocorrido e transmite a família os sentimentos pela perda. Informa que é preciso primeiro apurar para se posicionar a respeito. Nesse sentido está tomando as medidas cabíveis para, havendo culpados, eles sejam responsabilizados.

Reportagem: Cássio Freires

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