Nesta terça-feira, 9, marcando o 87º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, 700 soldados convocados e que estiveram nas frentes de combate foram homenageados em Franca. Entre eles, aqueles que perderam suas vidas nas linhas de enfrentamento tiveram seus nomes mencionados, com resposta de presente com a participação dos atiradores do Tiro de Guerra.

Evento aconteceu na praça 9 de Julho/Foto: Cássio Freires

A cerimônia aconteceu no Monumento do Soldado Constitucionalista, entre a rua Voluntários da Franca (nome que enaltece todos aqueles da cidade que serviram a Revolução) e a praça 9 de Julho, no Centro da cidade.

A solenidade contou com familiares dos ex-combatentes, autoridades, Polícia Militar, Guarda Civil e a população.

O que foi a Revolução de 1932?

Em 1930, alegou-se que o sistema político brasileiro era imperfeito e não democrático. Tentaram assim colocar um fim na política do café com leite, buscando justificar a deposição do Presidente Washington Luís e impedir que Júlio Prestes assumisse suas funções como Presidente eleito. São Paulo reagiu, exigindo que se reconstituísse o Estado de Direito e que o consagrasse por meio de uma nova Constituição Nacional. Diante da resistência do grupo que assumira o poder, São Paulo recorreu à força das armas para conseguir na luta armada o que não estava conseguindo pelo debate político.

Ex-combatentes receberam homenagens/Foto: Cássio Freires

São Paulo perdeu a guerra. Afinal era um Estado contra uma coligação de outros Estados. Era um Estado que apoiou sua luta em um exército constituído pela Força Pública e por voluntários, municiado e suprido pelas doações da população e enfrentou um Exército profissional, municiado e suprido pelos cofres do Estado brasileiro.

Completa-se nesta data 87 anos e a memória de 1932 não pode ser perdida porque naquele momento os Voluntários da Franca, juntamente com todos os outros voluntários paulistas, deram essa lição: a democracia se preserva e se aprimora com a obediência aos princípios e instrumentos democráticos e não com a ruptura do contrato político e social consubstanciado na Constituição. Foram mais de 700 homens os voluntários francanos que lutaram por São Paulo; dos quais nove perderam a vida.

Assim, a organização dessa comemoração os saúda pela bravura e terão seus nomes anunciados no ato. São eles: Adriano Cintra, Arnaldo Vilhena, Hermes de Moura Borges, Jayme Barbosa, João Batista de Araújo, José Ferreira, José Rufino, Mário Masini e Otacílio Dias Fernandes. Personagens que tiveram seus nomes perpetuados com nomes de ruas e Avenidas na cidade, que lutaram pelo ideal democrático, garantindo a liberdade e preservando os direitos como cidadãos brasileiros.

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