Na quarta-feira, 18, promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concederam entrevista coletiva à imprensa da região de Franca para dar detalhes sobre a Operação Loki, deflagrada na última segunda-feira para desarticular uma organização criminosa formada por servidores públicos e empresários, que agia fraudando licitações da Prefeitura de Orlândia.

Segundo o balanço apresentado pelos membros do Ministério Público, foram apreendidos mais de  50 telefones celulares, 20 notebooks, 10 CPUs, diversos HDs e pendrives, além de dezenas de procedimentos licitatórios e documentos referentes à execução dos contratos, e de papéis ligados às empresas participantes das licitações investigadas.

Os materiais apreendidos durante a operação serão agora analisados pelo Gaeco, Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado para delimitar a participação de cada um dos integrantes na organização criminosa, bem como para apurar a prática de crimes como corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, cartel, falsificação de documentos, além de outras fraudes em licitações.

Durante a operação, objetos relacionados à investigação foram localizados sendo destruídos em uma área rural.

As fraudes já detectadas estão relacionadas às Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social, Infraestrutura e ao Departamento de Água e Esgoto da Prefeitura de Orlândia. A organização criminosa atuou em licitações de obras públicas, transporte de pacientes para tratamento em outros municípios, fornecimento de óculos e armações, limpeza de boca de lobo, terceirização da cozinha-piloto do município, serviço de acolhimento institucional, cursos profissionalizantes, limpeza urbana, fornecimento de gêneros alimentícios, uniformes escolares, brinquedos, material escolar, serviços de segurança patrimonial, shows, contratação de clínica para realização de cirurgia nefrológica e na concessão dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município.

Secretários municipais, servidores públicos, empresários e uma vereadora estão sendo investigados pelo Gaeco.

Participaram da coletiva os promotores de Justiça Erton de Souza David, Paulo Carolis Lima, Rafael Piola, Paulo Radunz Junior e Claudio Escavassini.

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