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Após bater R$ 4,12 e sequência de 7 altas, dólar opera em queda nesta sexta

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Na véspera, dólar fechou a R$ 4,12, maior patamar em quase 3 anos. No ano, valorização já é de 24%.

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (24), num movimento de correção após ter fechado em alta por 7 pregões consecutivos, seguindo o movimento no mercado externo, mas com a cena eleitoral brasileira ainda no foco dos investidores.

Às 12h30, a moeda norte-americana caía 0,71%, vendida a R$ 4,0929. O dólar turismo, sem a cobrança de IOF, era negociado a R$ 4,26.

Os investidores estavam na expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçou a mensagem de gradualismo no aumento dos juros já indicada pelo banco central norte-americano, trazendo alívio aos mercados, destacou a Reuters.

O Fed já subiu os juros duas vezes neste ano e o mercado acredita que outras duas altas virão ainda.

“Powell não trouxe nenhuma surpresa… frisou o gradualismo”, afirmou o operador da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado.

Internamente, a cena política continuava sob os holofotes.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 4,32 bilhões do total de US$ 5,255 bilhõesque vence em setembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 1,71%, a R$ 4,1222, no maior patamar em quase 3 anos. A última vez que o dólar havia fechado acima de R$ 4,12 foi em 23 de setembro de 2015 (R$ 4,1455), segundo o ValorPro. Nas casas de câmbio, a moeda chegou a ser negociada acima dos R$ 4,50.

Desde o início do ano, a moeda dos EUA acumula avanço de mais de 24% contra o real. A tendência de alta, que havia perdido fôlego a partir de junho, voltou em agosto em meio às incertezas eleitorais e ao cenário externo menos favorável, fazendo o dólar saltar do patamar de cerca de R$ 3,70 para o atual de R$ 4.

O que tem feito o dólar subir

A disparada do dólar, que voltou a romper a barreira dos R$ 4 após 2 anos e meio, acontece em meio às incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que faz aumentar a procura por proteção em dólar.

Investidores têm comprado dólares em resposta a pesquisas que mostram uma fraqueza de candidatos voltados a reformas alinhadas com o mercado. Além disso, o nervosismo gera maior demanda por proteção, o que pressiona o real. Exportadores, empresas com dívidas em dólar e turistas preocupados correm para comprar e ajudam a elevar o preço da moeda americana.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes.

“É o conjunto da obra. Problemas lá fora, China e Estados Unidos, eleição no Brasil e ainda o fator especulação”, afirmou à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

A visão dos analistas é de que o nervosismo tende a continuar e que o mercado irá ficar testando novas máximas até achar um novo piso ou até que se tenha uma maior definição da corrida eleitoral.

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