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A notícia à Serviço de Franca/SP

Com mais de 1,4 mil casos de dengue, Franca reforça medidas preventivas

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A combinação de água parada e calor formam o ambiente propício para o surgimento e multiplicação das larvas do mosquito Aedes aegypti, principal responsável pela transmissão da Dengue, que essa semana chegou à marca de 1.407 casos confirmados. Nas principais unidades de atendimento 24h, continua alta a incidência diária de pacientes acolhidos com os sintomas característicos da doença, o que está requerendo das autoridades sanitárias esforços redobrados e o efetivo envolvimento da população no que se refere à prevenção.

As ações de campo são realizadas diariamente, inclusive aos sábados, quando tem sido possível encontrar um maior número de pessoas em casa. Em virtude das restrições impostas pela situação de pandemia, até o ano passado, essas abordagens nos domicílio ficaram prejudicadas, onde os contatos limitavam-se ao diálogo com os moradores, sem que tivesse acesso às residências e aos quintais.
Neste começo de ano, depois da realização da ADL (Avaliação de Densidade Larvária), abrangendo as 5 regiões da cidade, com a identificação dos locais que precisam de maior atenção, as equipes foram distribuídas e continuam realizando visitas e os chamados bloqueios.

Nesses contatos, além das orientações, são entregues folhetos contendo dicas de eliminação de todo ambiente que possa armazenar água, além da limpezas rotineiras de calhas e vasilhas com água, manutenção de caixas de água tampadas, entre outras medidas.

Densidade Larvária

O levantamento do índice larvário apontou setores da região Oeste (fundos das Vilas São Sebastião, Rezende, Santa Maria e adjacências), como áreas que precisam de maior atenção. O mesmo ocorrendo na área das Vila Formosa e Parque São Jorge, no Jardim Brasilândia e Jardim Aeroporto.

A Vigilância solicita aos moradores, que facilitem o trabalho dos agentes de vetores, exigindo sempre a identificação e observando se estão devidamente uniformizados.

Cuidados e sintomas da dengue

Doença febril grave causada por um arbovírus, a dengue não é transmissível de uma pessoa para outra. A transmissão se dá por meio de picadas de insetos, especialmente, os mosquitos. O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar.

O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar condições para se desenvolver.

Os números da Secretaria de Saúde dos últimos dias, nas Unidades 24h (Pronto Socorros e UPAS), mostram o acentuado percentual de pacientes medicados com suspeitas da dengue, cujos principais sintomas são:

– Febre alta – acima de 38.5ºC.
– Dores musculares intensas.
– Dor ao movimentar os olhos.
– Mal estar.
– Falta de apetite.
– Dor de cabeça.
– Manchas vermelhas no corpo.

Apesar dessas manifestações, infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Até o momento, 1.407 registros de casos foram confirmados, representado seis vezes mais que os 221 casos contabilizados ao longo do ano passado.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Ao apresentar os sintomas, a pessoa deve procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias.

O repouso absoluto e a ingestão de bastante água é fundamental, para manter o corpo hidratado.

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