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Juíza de Franca rejeita ação de trote machista na Unifran

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Uma decisão de uma juíza da Comarca de Franca surpreendeu quem esperava por uma indenização e resposta ao trote machista ocorrido na Unifran em fevereiro. Adriana Gatto Martins Bonemer julgou improcedente ação civil pública por dano moral, movida pelo Ministério Público contra o ex-aluno da instituição e médico, Matheus Gabriel Braia. Ele é acusado de ter incentivado os calouros e ter feito juramento machista.

Na decisão, Adriana escreveu que “se as mulheres que lá estavam são plenamente capazes e concordaram com a brincadeira infeliz, por que precisam de um ente estatal para falar em nome de uma “coletividade” da qual, em tese, fazem parte, mas de cujas ideias discordam? Seriam tais mulheres menos capazes que as outras? Assim, é de rigor a improcedência da ação, posto que não houve ofensa à pretensa coletividade de mulheres.”

A juíza prosseguiu: ”a verdadeira identidade do movimento feminista é de engenharia social e subversão cultural e não de reconhecimento dos direitos civis femininos. Estamos vivendo a degradação moral e a subversão das identidades, de onde advém comportamentos como aquele descrito na inicial. Diante dos usos e costumes instalados na sociedade, promovidos pelo próprio movimento feminista, entender ofensivo o discurso do requerido é, no mínimo, hipocrisia”.

O Ministério Público pode tentar reverter essa decisão nos próximos dias.

Reportagem: Marcella Murari

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