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Recém-nascida aguarda há 10 dias em UTI da Santa Casa por cirurgia no coração

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A mãe da recém-nascida Ayla Beatriz Corimbaba Vital tem vivido momentos de angústia à espera de uma cirurgia para a bebê que atualmente se encontra em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca, desde o seu nascimento, em 17 de dezembro.

De acordo com a mãe, Ayla nasceu com uma má formação no coração e precisa da cirurgia, mas passados exatos 10 dias, a liberação do procedimento pelo sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde) do Governo de São Paulo, não foi dada e não há previsão para acontecer. Sem respostas, ela decidiu procurar o jornalismo do Portal Hertz Notícias para pedir ajuda e evitar que o pior aconteça com a filha.

Mãe da pequena Ayla Beatriz usou também as redes sociais para pedir ajuda (Foto: Reprodução)

“A gente fica de mãos atadas, porque eles não dão um auxílio, não falam nada e ela fica lá. A gente não sabe se ela vai piorar. É muito difícil, porque eu tenho ela e mais duas pequenas e eu estou indo pra lá às 5h, 7h e fico até tarde e é essa angústia, a gente fica lá o dia todo e não tem uma resposta, não tem nada”, disse Tainá Vital, mãe da pequena Ayla; ouça abaixo:

Ainda em entrevista ao apresentador Laerte Bazon, no programa Franca Hoje, na Hertz Serviço, Tainá disse que a filha está sendo muito bem atendida pela equipe da Santa Casa.

A reportagem encaminhou um pedido de resposta para a Secretaria de Saúde do Governo de São Paulo para saber sobre o caso da bebê. Confira abaixo a resposta na íntegra:

“A Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS) segue monitorando o caso da  paciente com a finalidade de auxiliar na transferência para serviço de referência. Neste momento, está sem condições clínicas adequadas para transferência segura. Assim, segue acompanhada em seus serviços de origem, recebendo cuidados necessários para o quadro atual. 
Cabe destacar que a transferência de um paciente não depende exclusivamente de disponibilidade de vagas, mas também de quadro clínico estável que permita o deslocamento a outro serviço de saúde para sua própria segurança.
Importante também deixar claro que a Cross é apenas um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência, e funciona 24 horas por dia. Seu papel não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso”.

Já a Santa Casa informou que está aguardando o processo de regulação.

Reportagem: Thiago Garcia

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